Os sons mais característicos do mundo atual são, infelizmente, barulho, ruido.
O que ouvimos inspira arte contemporânea atraves de propostas que incorpora, ao sentido da visão, a experiência auditiva. Não raro, essas experiencias remetem aos sons da cidade, à velocidade, à dificuldade de comunicação, à superposição de vozes, ao grito... ao incômodo.
A arte nos diz: o som é uma dimensão que já não sabemos habitar. O silêncio, nossa utopia.
Há quem diga que os novos sinais de riqueza se mostram através da posse do tempo, do espaço e do silêncio. Os sons nos empobrecem?
Ainda temos a música e a palavra (bem) falada.
A palavra ao ouvido - sussurro - é a nossa escolha. Gostamos deste espaço intermediário entre o som e o silêncio, onde estes extremos se tocam.
Inspiramo-nos no grupo performático francês Les Souffleurs ( literalmente, Os sussurradores), que realiza intervenções em várias cidades do mundo sussurrando fragmentos de textos poéticos e filosóficos no ouvido das pessoas, numa tentativa de "desaceleração do mundo".
"Comandos Poéticos" é a performance mais famosa dos Les Souffleurs e foi apresentada na cidade de São Paulo, na Virada Cultural de 2009, quando sussurraram poesias em praças e bibliotecas.
Como o grupo Les Souffleurs, usamos um tubo para sussurrar os textos. Optamos por reaproveitar tubos de papelão que, na proposta, se tornam um objeto lúdico, belo e que recupera o gosto das brincadeiras simples de antigamente.
Propomos-nos a usar a poesia como delicado presente, que se leva da boca ao ouvido. Começamos pelas crianças, elas que estão sempre atentas e abertas. Brincamos de, por um instante, silenciar o mundo com um poema.
Aos poucos, vamos incluindo outras gentes que se disponham a interromper a tagarelice do mundo com segundos de poesia.
Fantástico Mundo da Criança
Um Blog para todas as idades. Afinal de contas uma boa leitura não tem idade. Então entre, comente, divirta-se e aproveite nossas dicas.
sábado, 18 de junho de 2011
Programa Nacional Biblioteca da Escola
O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) promove o acesso à cultura e o incentivo à formação do hábito da leitura nos alunos e professores por meio da distribuição de acervos de obras de literatura, de pesquisa e de referência. Desde que foi criado, em 1997, o programa vem se modificando e se adequando à realidade e às necessidades educacionais. Sob a gestão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem recursos financeiros originários do Orçamento Geral da União e da arrecadação do salário-educação.
O PNBE atende, em anos alternados, à educação infantil e ao primeiro segmento do ensino fundamental e ao segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio. As obras distribuídas incluem textos em prosa (novelas, contos, crônica, memórias, biografias e teatro), obras em verso (poemas, cantigas, parlendas, adivinhas), livros de imagens e livros de histórias em quadrinhos.
Disponível em : http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12368&Itemid=574
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Chapeuzinho Vermelho e o Ipod
Era uma vez uma bela menina de cabelos ruivos e compridos e de pele bem branquinha que chamava-se Chapeuzinho Vermelho, quando ela fez 10 anos ganhou de aniversário um presente pelo qual almejava muito, era um Ipod que havia ganho de sua vovó. Num belo dia sua mãe pedira para Chapeuzinho ir até a casa da vovozinha, pois estava doente e cansada, ensinando o caminho mais perto para a casa da vovó, chapeuzinho insistiu em ir pelo mais distante.
Antes de fazer o chamado de sua mãe, Chapeuzinho resolveu baixar várias músicas e vídeos no seu ipod, ela baixou tanto arquivo que esgotou a capacidade de memória do ipod, isto é, 8GB.
Caminhando distraída pela floresta ouvindo suas belas músicas, não havia percebido que alguém a vigiava, de olho em sua cesta repleta de guloseimas que levara para sua vovozinha. Em meio ao caminho, o lobo aproximou-se de Chapeuzinho e perguntou: - O que é isto que você está ouvindo? Que tipo de aparelho é este? Chapeuzinho respondeu que era um Ipod que havia ganho de sua vovó. Depois perguntou: - E para onde você está indo? Chapeuzinho respondeu, para a casa da vovó, pois ela está doente e mora perto daqui, só que não posso chegar tarde. Tchau!
Contudo, o lobo ficou observando a menina cantarolando pela floresta, e ao mesmo tempo pensando naquele Ipod. Então, ficou escondido aguardando o momento em que Chapeuzinho iria retornar para então roubar o Ipod, assim que ela apareceu, o lobo roubou o presente que a menina havia ganho da vovozinha.
Chapeuzinho ficou muito triste, mas como era uma menina muito esperta, logo procurou o guarda para contar o que havia acontecido, já o lobo que não tinha nada de esperto, estava no banco da praça ouvindo músicas no Ipod de Chapeuzinho.Neste momento em que estava distraído, o guarda se aproximou e o pegou pelo braço direito e logo após pelo esquerdo e o algemou, levando-o para a delegacia.
Chapeuzinho voltou para sua casa feliz, pois tinha recuperado seu belo Ipod e viveu feliz para sempre.
Antes de fazer o chamado de sua mãe, Chapeuzinho resolveu baixar várias músicas e vídeos no seu ipod, ela baixou tanto arquivo que esgotou a capacidade de memória do ipod, isto é, 8GB.
Caminhando distraída pela floresta ouvindo suas belas músicas, não havia percebido que alguém a vigiava, de olho em sua cesta repleta de guloseimas que levara para sua vovozinha. Em meio ao caminho, o lobo aproximou-se de Chapeuzinho e perguntou: - O que é isto que você está ouvindo? Que tipo de aparelho é este? Chapeuzinho respondeu que era um Ipod que havia ganho de sua vovó. Depois perguntou: - E para onde você está indo? Chapeuzinho respondeu, para a casa da vovó, pois ela está doente e mora perto daqui, só que não posso chegar tarde. Tchau!
Contudo, o lobo ficou observando a menina cantarolando pela floresta, e ao mesmo tempo pensando naquele Ipod. Então, ficou escondido aguardando o momento em que Chapeuzinho iria retornar para então roubar o Ipod, assim que ela apareceu, o lobo roubou o presente que a menina havia ganho da vovozinha.
Chapeuzinho ficou muito triste, mas como era uma menina muito esperta, logo procurou o guarda para contar o que havia acontecido, já o lobo que não tinha nada de esperto, estava no banco da praça ouvindo músicas no Ipod de Chapeuzinho.Neste momento em que estava distraído, o guarda se aproximou e o pegou pelo braço direito e logo após pelo esquerdo e o algemou, levando-o para a delegacia.
Chapeuzinho voltou para sua casa feliz, pois tinha recuperado seu belo Ipod e viveu feliz para sempre.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
VALE A PENA LER
Pessoal aqui vai algumas dicas de leitura de literatura infantil. Vale a pena ler e se divertir. Leiam e nos digam o que acharam. ESTAMOS AGUARDANDO!!!!!!!!
Síntese dos textos: A leitura literária na escola; e Leitura e formação do gosto (por uma pedagogia do desafio do desejo)
Tereza Colomer, no texto a leitura literária na escola propõe quatro princípios que ajudam a recuperar o sentido da leitura na sala de aula. São eles: ler; leitura livre, compartilhar; leitura socializada e expandir; que é a leitura integrada na programação do ensino literário.Ela ainda ressalta a importância de se organizar um tempo para a leitura autônoma e silenciosa na sala de aula, com uma variedade de livros que despertem o interesse do leitor, estabelecendo uma ponte entre o leitor e seu contexto histórico cultural.
Colomer diz que o que realmente importa é o que o leitor aprenda com os livros, seja o domínio da linguagem, ou o imaginário, que contribuindo assim para o seu desenvolvimento intelectual e social. Visto que, a leitura pode ser potencializada se planejarmos leituras diversas para que o leitor adquira a capacidade de ler fluentemente e se conduza com facilidade na sociedade, adquirindo conhecimentos que lhe sirvam de base para compreender futuras leituras.
No texto Leitura e formação do gosto, Magnani procura mostrar que a escola e o professor tem uma responsabilidade de conscientização do trabalho educacional não apenas com a leitura e a literatura, mas um trabalho de posicionamento diante do mundo que também será um marco histórico e social e que poderá, conforme for pensado e encarado, continuar a reprodução jesuítica ou ser transformador e criador de novos agentes e sujeitos pensantes.
Relacionando os textos citados, ambas autoras ressaltam que é preciso a leitura partir do desejo do aluno, porém Mortatti afirma que o gosto se constroi socialmente, já Colomer afirma que é necessário ter quantidade, mas é necessário também ter qualidade na escolha da leitura, pois o processo de construção dos sentidos é um processo compartilhado.
Nos caminhos da literatura / [realização] Instituto C&A; [apoio] Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - COLOMER, Teresa. Andar entre livros: a leitura literária na escola. São Paulo: Peirópolis, 2008, p. 15-25.
MAGNANI, Maria do Rosário Mortatti. Leitura e formação do gosto (por uma pedagogia do desafio do desejo).
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